Bitcoin travado entre 60k e 65k: o que falta pra romper? Opa, tudo bem com você? Bazan aqui. Essa semana, o mercado olhou menos pro gráfico e mais pro noticiário. Saiu um memorando sobre um possível acordo entre Estados Unidos e Irã, mas Israel já avisou que não concorda com os termos, e ainda tem 60 dias pra essa história se resolver. Resultado: muita dúvida no ar e um Bitcoin parado na casa dos 62 mil, sem conseguir escolher um lado. Hoje, você vai entender o que está prendendo o Bitcoin nessa faixa entre 60 e 65 mil, e o que precisaria acontecer pra ele finalmente destravar. Travado entre 60k e 65k Durante a semana, o Bitcoin chegou a reconquistar a região dos 65 mil, mas não teve fôlego pra segurar esse patamar. Voltou a recuar e se acomodou no meio do caminho. É o tipo de movimento que frustra quem espera uma direção clara, porque ele não cai de vez nem dispara. O cenário mais provável agora é o Bitcoin oscilar dentro dessa faixa, entre os 60 mil e os 65 mil, até conseguir romper uma das duas pontas com força. Enquanto isso não acontece, a tendência de prazo maior segue indefinida. Os indicadores reforçam essa leitura de indecisão. O RSI, que mede a força do movimento, está numa região neutra, sem mostrar nem sobrecompra nem sobrevenda. Em bom português: o mercado não está nem animado demais nem no fundo do poço. Está esperando. Pra você que opera no curto prazo, isso muda o jogo. Acima dos 65 mil, com volume, abre espaço pra uma retomada mais consistente. Abaixo dos 60 mil, o risco volta a pesar e pode chamar uma nova perna de queda. Por isso, eu prefiro respeitar essas duas linhas e não tentar adivinhar o rompimento antes dele acontecer. O que segura a demandaA novela Irã x Israel. Saiu um memorando sobre um possível acordo entre EUA e Irã, o que seria uma boa notícia pra acalmar o mercado. Só que Israel já se posicionou contra os termos, e o acordo ainda tem 60 dias pra ser fechado. Ou seja, ninguém quer apostar numa trégua que pode não acontecer. Por isso, o otimismo não entrou no preço. A demanda americana não voltou. Os ETFs de Bitcoin seguem com saída de capital. O ritmo é menor que o das semanas anteriores, o que é um alívio, mas ainda longe de uma demanda forte. E tem outro termômetro, que eu te explico daqui a pouco, o prêmio da Coinbase, que segue negativo e conta a mesma história: o investidor dos EUA ainda está mais vendendo do que comprando. O Fed sem pressa. O banco central americano manteve os juros parados e deixou claro que a inflação continua sendo a prioridade. Na prática, isso afasta a expectativa de corte de juros no curto prazo. E enquanto o juro segue alto por lá, o dinheiro tende a ficar mais cauteloso com ativos de risco, cripto incluído. Prêmio da Coinbase A Coinbase é a maior corretora dos Estados Unidos, então o que acontece nela funciona como um termômetro do apetite do investidor americano. O "prêmio da Coinbase" compara o preço do Bitcoin lá com o preço nas outras corretoras do mundo. Quando o Bitcoin está mais caro na Coinbase, o prêmio fica positivo. Quer dizer que o americano está disposto a pagar mais pra comprar, sinal de demanda forte. Quando ele está mais barato lá, o prêmio fica negativo, e a leitura se inverte: tem mais gente querendo vender do que comprar. É como duas barracas na feira vendendo a mesma fruta. Se a do bairro mais rico cobra mais caro, é porque a procura por lá está aquecida. Hoje, o prêmio está negativo. Tradução: o investidor americano ainda não voltou com fome de comprar. Paciência também é posição Num mercado travado assim, eu não tento adivinhar o próximo passo. Fico de olho nas duas pontas da faixa, mantenho caixa pra agir quando o rompimento vier, e não me precipito enquanto o mercado não escolhe um lado. Esperar com critério também é uma decisão. Mercado de lado parece tédio, mas costuma ser só o silêncio antes da próxima decisão. Abraços, Bazan. |